Modos Gregos

Modos Gregos

Modos gregos são formas de estruturar a escala de forma que ela comece tendo as outras notas como tônica. São gregos pois há referências deste tipo de estudo desde a época de Platão. Hoje, na música atual são utilizados sete modos, tendo por tônica cada uma das sete notas da escala. Seus nomes são: Jônio,  Dório, Frígio, Lídio, Mixolìdeo, Eólio e Lócrio.

As escalas nos modos são formadas baseando-se num determinado tom. Aplica-se à este tom os intervalos da escala diatônica e depois toma-se na escala cada uma das notas como tônica, sem modificar as notas, gerando intervalos diferentes. Veja abaixo:

  • Jónio: dó – ré – mi – fá – sol – lá – si
  • Dórico: ré – mi – fá – sol – lá – si – dó
  • Frígio: mi – fá – sol – lá – si – dó – ré
  • Lídio: fá – sol – lá – si – dó – ré – mi
  • Mixolídio: sol – lá – si – dó – ré – mi – fá
  • Eólio: lá – si – dó – ré – mi – fá – sol
  • Lócrio : si – dó – ré – mi – fá – sol – lá

Isto faz com que os modos tenha intervalos característicos e, pensando nestes intervalos, permite que você decida que modo utilizar com o acorde que está sendo tocado. Veja abaixo os intervalos gerados pelos modos:

  • Jônio: T 2M 3M 4J 5J 6M 7M – modo maior com intervalo característico 4J
  • Dórico: T 2M 3m 4J 5J 6M 7m – modo menor com intervalo característico 6 Maior
  • Frígio: T 2m 3m 4J 5J 6m 7m – modo menor com intervalo característico 6 menor
  • Lídio: T 2M 3M 4+ 5J 6M 7M – modo maior com intervalo característico 4 aumentada 
  • Mixolídio: T 2M 3M 4J 5J 6M 7m – modo maior com intervalo característico 7 menor
  • Eólio: T 2M 3m 4J 5J 6m 7m – modo menor com intervalo característico 6 Maior
  • Lócrio: T 2m 3m 4J 5° 6m 7m – modo menor com intervalo característico 5 diminuta

Observe que temos 3 modos maiores, 3 modos menores e um diminuto, diretamente relacionados com com os intervalos dos graus dos acordes do campo harmônico. Por isso os modos devem ser executados observando a harmonia da música. Vamos ver os exemplos abaixo:

Exemplo 1: durante a música é executado o acorde de C7M, que tem em sua construção os intervalos de T – 3M – 5J – 7M, então você poderá utilizar os modos Jônio e Lídio que possuem estes intervalos. Não será conveniente você utilizar os demais modos pois não possuem intervalos que compõe este acorde.

Exemplo 2: durante a execução, é executado um Em7, que é a terceira nota do campo harmônico de C e é composto pelos intervalos T – 3m – 5J – 7m, então você poderá utilizar os modos Dórico, Frígio e Eólio, que possuem estes intervalos. Não poderá utilizar por exemplo o lócrio pois o intervalo de 5º é diminuto.

Modos gregos são constantemente utilizados no jazz nas análises modais da música. Isso dá opção ao improvisador de utilizar intervalos diferentes na escala sem se chocar com a estrutura do acorde. Para entendimento destas análises, você deve estudar campo harmônico e empréstimo modal. Isso lhe dará entendimento de como utilizar outros modos de um mesmo tom.

Conclusão

Modos grego é uma assunto muito extenso e difícil de ser entendido com explicações teóricas. Estes são os chamados modos gregos autênticos, que foram estes sobre os quais escrevi. Existem também os modos gregos sintéticos. Recomento a prática dos modos por tonalidade, o estudo da formação dos acordes e do campo harmônico.

 Veja neste link Modos Gregos aplicados na guitarra

 

 

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10 Comments

  1. Rodrigo Silva 16 de janeiro de 2013 at 12:44

    Muito bom artigo! Parabéns! Esclareceu bem o ponto das notas evitadas nos modos gregos.

  2. Rodolfo 23 de janeiro de 2013 at 9:51

    Excelente artigo. Explicou de uma maneira fácil de entender. Muitos autores não tem essa sensibilidade. Parabéns!

    Obs: Grande sacada explicar que os modos são utilizados para substituírem nomenclaturas como 5ª de Dó Maior ou 3ª de Sí bemol. Isso não é comum enm outros textos!

  3. alan crystian Avlis 3 de abril de 2013 at 11:11

    Ótimo, melhor explicação que eu já li sobre o assunto.

  4. alan crystian Avlis 3 de abril de 2013 at 11:15

    Ótimo, melhor explicação que eu já li sobre esse assunto, me ajudou muito.

  5. João Filho 10 de maio de 2013 at 14:21

    Cara, Parabéns viu!?! Tenho tentado entender os Modos mas, é tanta explicação que finda à Pessoa baratinada. Show de Bola Tua esplanação!!!

  6. fabio thomaz 2 de março de 2014 at 17:32

    Olá ! Estou querendo saber qual a relação dos modos gregos com as escalas : natural , harmônica e melódica . Grato .

  7. Israel Silva de Souza 3 de março de 2014 at 12:53

    Fabio Thomaz, os modos gregos são baseados na escala diatônica ou o que chamamos natural. Existe também os modos das escalas harmônica e melódica mas não chamamos de gregos.
    Lendo o texto na parte de formação das escalas vc vê que é sempre as mesmas notas, mas a disposição das mesmas apresenta intervalos diferentes.

  8. fabio thomaz 7 de março de 2014 at 9:37

    Valeu !

  9. LANNES LOPES 4 de novembro de 2014 at 13:55

    VOCE ESCREVEU: “As escalas nos modos são formadas baseando-se num determinado tom. Aplica-se uma neste tom os intervalos da escala diatônica e depois toma-se na escala cada uma das notas como tônica, SEM MODIFICAR os intervalos. Veja abaixo:”

    Na verdade está muito truncada sua explicação e mais confunde do que explica. Em segundo, MODIFICAM-SE OS INTERVALOS SIM, o que não modificam são as NOTAS. Por favor corrija a frase antes que alguém aprenda errado ou desista de aprender. Abraço.

  10. admin 4 de novembro de 2014 at 18:49

    Oi Lannes, obrigado pela contriuição. Realmente estava errado e inclusive contradiz o que está escrito no parágrafo abaixo. Acredito que não tenhamos causado muito estrago porque o restante da explicação deixa mais claro a ideia. O conserto já foi feito. Este post é antigo e ainda da gestão anterior, vamos providenciar uma revisão. Se você tiver experiência no assunto e quiser contribuir, mande outras sugestões. Abs.

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